segunda-feira, 17 de março de 2008

Tic... Tac...

Passado os dias , a Europa parecia pequena para o coração do astronauta... conheceu a Grécia e seus deuses que mudaram para Roma, conheceu Roma e descobriu que lá era a casa de um Deus que tinha conseguido mandar os mesmos deuses gregos embora para os livros. Foi também para Veneza rever a tão lembrada cigana e comprovar que os corações de nômades são caóticos, livres, loucos e apaixonados pelas estradas da vida.
Por fim chegou em Londres... casa do tempo, onde existe um relógio que observa a todos com seu hipnótico tic, tac, tic, tac... tic... tac...
Quase em um transe, nosso "nonsenssizado"astronauta, vê o mundo girar firme e correto, fazendo as pessoas envelhecerem e morrerem... Em seu próprio mundo ás vezes se fazia uma espécie de Curdanand (votação aqui na Terra). Nesta época era escolhido se o planeta Coiotus ficava parado ou não. Seu mundo ficava parado durante seis meses, assim como o tempo e depois disto as lembranças que se tinham eram guardadas em uma caixinha azul para serem apreciadas sempre que se estivesse mal o suficiente para se esquecer do quanto um momento passado pode ter sido bom. Um dia antes do tempo congelar, as pessoas pensavam qual era a melhor situação, sensação e estimulo para ser saboreado durante os meses. O interessante era que a maioria das pessoas escolhiam situações amororosas para passar este tempo.
Foi dito a muito tempo por um profeta com dois corações que: "o amor não é eterno por si só. Sua duração depende da perseverança e capacidade de enfrentar os obstáculos que aparecem no momento em que duas pessoas decidem ficar juntas acima de suas diferenças".
"Qual o direito teria deste sentimento ser eterno, se seus outros irmãos como a alegria, a tristeza e principalmente a dor passam? Se a dor também fosse eterna o que seria de nós sem a esperança de que tudo um dia virasse apenas uma cicatriz?".
"O mais próximo da eternidade que um amor pode chegar é proporcional a lembrança dos momentos em que este sentimento se fez valer a pena. E apenas os que lutaram com toda sua força podem sentir isso, pois tem em sua mente que nada duradouro vem de graça"...
Depois deste dia foi assombroso como milhares de pessoas, com medo da descoberta do amor perecível, passaram a aumentar a duração de determinados momentos de afeição.
Talvez não tenha sido bem isso que o poeta quisesse dizer... a vó do astronauta, que nem profeta era, já dizia: "roupa colorida exposta demais ao sol desbota"...

Um comentário:

Unknown disse...

excelente capítulo, a tradução de sentimentos versus sua duração é formidável.

aliás, um texto, no geral, muito agradável de se ler.